sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Péssimas 24 horas...


O dia parece ter mais de 24h, às vezes. Engraçado como essa contagem nem sempre parece ter o começo, o meio e o fim...
Péssimo dia hoje, péssima noite terei (iiiih, será uma insônia daquelas...) e péssima esperança de acordar em outro astral amanhã! Putz, que coisa, que coisa menino.

Não tenho tido vontades, nem mesmo aspirações, e tenho me sentido parasita de mim mesma, no sentido de não querer sair de mim para mais nada, para mais ninguém, para absolutamente ninguém. Tenho me machucado com mais facilidade que outrem, e descoberto inimagináveis preguiças e desestimulantes preguiças.

Enfim, nada de sorte hoje, só a falta dela...
Boa noite!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

E o sol?


As noites de noites atrás me deixam sempre envergonhadas, por motivos muitos e tantos como o quê, especialmente a de ontem, que fora agradabilíssima embora tenham havidos cigarros demais e goles quentes de algo de álcool... Mas são noites sempre tão corajosas, diferentes e audaciosas.
Não tenho tido os 'sins' que ainda espero desesperadamente (eu e meus desesperos), mas os 'nãos' me têm chegado tão ultimanente francos e francos, que tenho gostado de cada riso não completado diante deles. E sabe que tenho gostado destas tentativas de sorrir e não conseguir? Estranho isso, né? Pois é, sou realmente estranha aos olhos de quem não me vê, imagine aos meus! Mas enfim...
Tive um dia de sol de cores não muito vibrantes, acesas, mas tive um dia de sol. Dores de cabeça e tantas outras dores que me cabem sem eu concordar, enfeitaram minha cama e meu travesseiro.

Decidi que este corpo ao qual tomo emprestado todos os dias, não é confortável e, assim, preciso achar outro ou quem sabe outros.
É, é disso que preciso, outro corpo e outro todo!

Lá vou eu!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Mais uma de Arnaldo...


[RELACIONAMENTO!!!]

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...'
- 'Nossa,quanto tempo?'
- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'
- É, não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se
somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo,
como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o 'papai e mamãe' mais básico, que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... senão bate... mais um Martini, por favor! E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe à você esperar ou
não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a
pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro,
recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó, também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu
pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro
universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?

[ARNALDO JABOR]

terça-feira, 19 de agosto de 2008

"O amor não tira férias"


Assistindo pela milionésima veeeeeeeeez o filme "O amor não tira férias", escolhi um trecho que é maravilhoso, entre a Kate Winslet (Iris) e o Jack Black (Miles):

"...Sei que é difícil quando as pessoas dizem 'sei como se sente', mas realmente sei como se sente.
Compreendo como é se sentir pequeno e insignificante como ser humano. Como isso dói em lugares que nem sabíamos existir lá dentro. E não importa seus novos cortes de cabelo, suas novas academias, nem os copos de Chardonnay que beba com as amigas, quando deitar continuará lembrando cada detalhe e se perguntando o que fez de errado ou porque não percebeu. E como pôde, por aquele breve momento, achar que era feliz? Pode até se convencer de que ele vai se tocar e aparecer na sua porta. E depois de tudo isso, seja lá o tempo que demorar, você vai para um lugar diferente e conhece gente que a faz se sentir querida e os pequenos pedaços da sua alma finalmente retornarão. E toda aquela bagunça, todos aqueles anos que você perdeu na sua vida, começarão a desaparecer!"

Boa noite!

Só...


Sinto a casa sempre tão vazia quando me sento aqui, nesta cadeira de espera de alguma coisa... Acho que não fico em mim enquanto escrevo.
Fecho todas as portas, apago as luzes e deixo somente um ventilador não mais barulhento se mostrando. Geralmente escolho um repertório musical e me deixo gostar da melodia, enquanto gosto do que penso e decido escrever. Esta é uma das minhas melhores horas.
Geralmente ando por aí, espreguiçando as idéias e deixando sempre para trás o que sinto quanto a elas. Ou mesmo não as deixo ser tão externas quanto me parecem, de certos ângulos.
Minha assiduidade se deve ao não querer mais parar de ser (já que sou quando escrevo, falo). Quero cada vez mais, e quero querer ainda mais neste cada vez mais! Entende? É compreensível a forma como me afirmo em cada vírgula, reticência e ou sinalizações do tipo? Será que é possível me olharem através da escrita, das pontuações?
Tenho murchado em algumas horas, em outras canto, danço... Mas tenho sim murchado! As coisas andam tristes. Minhas flores têem vivido menos... Meu café está sempre frio... A cama tem ficado um bocado estranha, eu diria que desnecessária. Meus óculos não cabem mais em si mesmos de tantos graus que já precisam. Nem meus pés se encaixam mais como antes em sandálias e até mesmo havaianas... Descobri também que nem sei mais que cor uso preferencialmente, e também nem vejo que meu espelho mostra uma semelhança desleal comigo mesma, ou não, não sou eu ali. Mas há quem goste!
Os dedos estão se esquivando. Lutando contra o que eu quero que continue, que multiplique, que satisfaça. Mas as forças estão menores, transparentes, inalcansáveis... É o fim deste login de agora.

To indo nessa, esquentar um café e comer algo que não orgânico e com cheiro de "você precisa se alimentar melhor"!!!
Chega, né?

Sempre Ele!


"...Você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como
se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma
plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo
uma roseira, e, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas
assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa
enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a
pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse
livremente."

CaioF.Abreu

Mais uma de insônia...


Mais uma noite (ou seria dia? Já sei, madrugada) de insônia! Não quero vê-la, mas ela insiste em costurar-se em mim, planejar meus não-sonhos, afastar de mim os travesseiros e me dar mais e mais xícaras de café bem doce, pelo menos isso, muito açúcar!
É nestas horas, de silêncio sepulcral que os olhos se tornam mais atentos, os fios de cabelo mais sensíveis e os ouvidos mais medrosos... O mais chato é que nestas horas, exatamente nestas horas, é que os pensamentos mais mortos decidem ressuscitar... E que droga, o cemitério não dá plantão. E por que não, hein?
Agarro-me, literalmente, ao desprendimento destas lembranças, quase saudades... Que nada, fujam e corram daqui, senão eu... eu... Ah, no fundo vocês sabem do que sou capaz!
Tenho tido alguns 'déjà vus' e sei que isso nada mais é que uma constatação do meu ego. Sim, do meu fênix-ego!

Sabe, tirando a poeira (e mais uma vez literalmente falando) dos meus cabelos e de todo o seu todo (o que inclui corpo, alma, mente e coração), sinto um perfume diferente sendo absorvido por mim. Um perfume que inclui uma vontade de "continuar a..."

Não tenho muito a dizer destes dias tais que são meus e meus e cada vez mais meus. Apenas que sinto-me feliz de ter sido algo a mais ou a menos (isso não me torna menos, no mais exato sentido da palavra) nas horas passadas a agorinha mesmo. Sinto-me feliz de ter podido escutar coisas, ver pessoas novas e/ou não, sentir ventos e sopros leves de novidade, tocar o que nunca se toca por insegurança ou mediocridade/comodidade.
Penso cada vez mais no que fui exacerbadamente e no que, por um ou outros relapsos, me tornei (assinando uma sentença de eterno) pra sempre, e que tragicamente não é o meu pra sempre.
Queria mesmo que os ponteiros mostrassem melhor o que a essência de uma pessoa de carne e osso é capaz de provocar!
O que somos capazes de alcançar diante de um modismo de sentimentos, vícios e línguas muitas vezes incompreensíveis, nos diz exatamente quem seremos pro resto da vida? Será que CURA (e seja ela de qual natureza for e conseguir ser) é só mais uma palavra de um dicionário velho e abandonado? Será mesmo que deixamos de ser importantes, relevantes, amáveis e interessantes, por conta de especificidades que nos maltratam também e, de alguma forma, desnutrem nossa forma física, mental e sentimental?
Será mesmo que o ser humano é tão pobre ao ponto de se tornar vulnerável com a indiferença e o amor (estes não na mesma ordem e nem na mesma proporção)?
Será mesmo que somos capazes de criar verbos como o DESAMOR?

Que pena, pois se a vida fosse mesmo um filme (curta ou longa, documentário ou coisa que o valha), e os sentimentos fossem personagens deste, creio que acreditar em vítimas e em estatísticas de bons atores e bons roteiros e bons blá blá blá, seria acreditar que tudo tem começo, meio e fim... E neste caso, nós somos obrigados a aceitar os rótulos de "você é bom" ou ainda "você é ruim" num determinado tempo, hora e lugar e, sendo assim, nós seríamos e aceitaríamos ser exatamente aquilo que nos dizem que somos (ou nos tornaremos). As pessoas são boas o bastante pra nos dizer quem é quem diante delas, entende? Eu só sou alguém, se alguém disser que sou... A partir do momento que deixo de ser, pode ter certeza, foi alguém que disse pra outro alguém, que não eu, nunquinha mais eu!
Particularmente e felizmente, acredito no que quero sentir, ver, ouvir propriamente, sem pirataria de nenhum tipo!
Eu crio meu filme e eu ofereço, originalmente, este a quem quiser se deliciar de verdades minhas, sem se preocupar com críticas externas (que nos criam os pré-conceitos)...
Enfim, deixando de ser tão prolixa, deixo aqui manifestado meu imenso escárnio por palavras ditas e não ditas por coisas e coisas. Sim, há coisas que se tornam cada vez mais (ou menos?) coisas!
(Metaforicamente falando, claro!)

Um brinde àqueles que se tornam cada vez mais MAIS em cima dos menos e cada vez menos MENOS alguma coisa!
Tim-tim...