segunda-feira, 9 de março de 2009

"Só que chega um ponto que a gente cansa, que não quer mais saber de aventuras ou de procuras, entende?
Acho que é isso que vocês não são capazes de compreender, que a gente, um dia, possa não querer mais do que se tem."
(CaioFernandoAbreu)

domingo, 8 de março de 2009

um daqueles domingos...


E mesmo com a imensa surpresa de um positivo nos exames, mesmo e ainda assim, meus dias estão florescendo. Creio mesmo que independente de tudo o que não se firma em mim, sou mais feliz hoje!
Nada é mais assustador que o mundo dando aquele giro de 360º em 1 dia, sem que você se dê conta de que tal efeito cumpre em você mudanças que envolvem cores, formatos, cheiros, tamanhos!!!
Minha vida não é mais como meu travesseiro me dizia ser... Não é e não tem porque ainda ser!!!
Hoje acordei saudosa (pra não perder o costume de abrir o baú), e como se não bastasse uma leve melancolia a sentar-se a meu lado, lembrei muito de como caminhei até hoje, até aqui.
No meu baú há muitos risos, muitas perdas (muitas) e mãos acenando 'tchau', há também amizades que fincaram tendas em meu quintal pra sempre e aquelas em que os cometas se igualaram. Ainda há também o amor, a paixão, o platônico...
Hoje, meu baú é recolocado no meu quarto. Este dará lugar a espaços pra uma nova pessoa, pra uma nova história, pra um novo mundo...

Não vou me arrepender.
Não vou mais chorar.
Não posso pender.
Não quero voltar.
Não consigo permanecer!


"A vida é agora, aprende!"
(CaioFernandoAbreu)

sexta-feira, 6 de março de 2009

...minhas janelas!


Eita, hoje acordei cedinho, abri as janelas, todas as janelas, e sacodi o mofo e a poeira que estavam como cimento entre meu corpo e a melancolia.
Perdi tempo que só, não foi?
As dores demoram, pelo menos em mim. Cortam e ardem muito, em todos os cantos e recantos do meu corpo. Chega a ser físico sim!
Gosto de deixar doer, gosto que doa bastante até se esvair, aos poucos, como toda e qualquer dor.
É como um pós operatório... Os primeiros dias doem, depois vem a recuperação!
A minha recuperação tem sequelas, e pra falar a verdade acho que nem se encaixa esta palavra. Mas o fato é que ficaram coisas, ficaram muitas coisas. Mais do que lembranças ou qualquer coisa que o valha... É mais que isso, é fato consumado mesmo!
E o importante agora, mais que agora, é correr com o tempo, deixar ele vir e se aproximar de mim, do meu coração e da minha mente.
Tenho que abrir as janelas todos os dias, que isso seja sagrado.
Tenho também que voltar, tornar a...!
O sol me trouxe esperanças. O calor idem.
Tenho esperanças novinhas de novo, chegaram como presente...
Cheirando a verde, cheirando a 'bola pra frente'...

quinta-feira, 5 de março de 2009

10 semanas!


Desde a quarta-feira que meus frios na barriga (e dor de barriga também), não me deixam cochilar.
Exames, ultrassons... É fato!
Não que isso me deixe triste, me deixe apavorada (não, que é isso, imagiiina). Mas o chão parece que fugiu dos meus pés.
Constatando, obtendo o ''POSITIVO'' dos exames, me dei conta.
Meu corpo está transpirando mudanças, está estampando!!!
Me apaixonei pela sua primeira imagem. Seu coração é fortíssimo.
Ainda to em pânico, ainda estou sozinha nessa (tirando mainha e painho), ainda estou atrás do chão que insistentemente corre de mim...
As 10 semanas se anunciaram e agora só me resta, mais uma vez, esperar!





"Se meu filho nem nasceu, eu ainda sou o filho!!!"
(IRA)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

dor de cotovelo...


Eu to sofrendo de amor hoje... ontem também foi assim... será que ainda tem amanhã?
Vezes deixamos as pessoas sair de nossas vidas, sem notar, sem dar real atenção.
Creio que essas dores que ficam, inconsoláveis de fato, tornam-se calos de sangue a corroer os pés, as mãos, os dedos, a pele, até os fios de cabelo.
Não sei até onde vai estes meus doloridos cotovelos, mas até onde os levo?
Seria bom se varinha mágica existisse, ou mesmo lavagens cerebrais, ou ainda... ah, deixa pra lá!!!
Meu 'tum tum' tá dodói, e perco o rumo quando dou asas a ele, quando permito que ele faça essas burradas medonhas e de destinos sem voltas.
To no chão, esparramada, sem dó do frio que os azulejos me causam.
To aos prantos sim, sem esperança alguma de quando vou acordar bem com o relógio.

E como numa dessas canções bregas de quem tá roendo o osso, me permito beber umas e todas pra ver se desperto desse pesadelo que é o desamor!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

atchim!


Dia de panqueca, batatas gratinadas, arroz ao alho e cebola... Dia também de suco de limão e coca-cola!
Foi assim o almoço, quase em paz, mas almoço!!!
Parece que as trovoadas têm dado plantão nestas janelas de cima, e a tristeza e a incerteza e a revolta, também!
Mas claro que ainda há os abraços cheirando a roupa limpa, os beijos com gosto de pasta de dente, e algumas risadas bobas provindas de algumas babaquices que só meus ouvidos conseguem sorrir!

Mexi no baú do meu email...
Quase mais nunca o faço, e isso não é ruim, não é.
Mas mexi e o fato é que não reconhecer a poeira acumulada no fundo me fez ter gosto de sangue na boca. Acho que tinha muita poeira ali, muita!
Tentei me transportar, inegavelmente, mas só consegui sentir aquela saudade magricela e leucêmica.
Só consegui ter noção do cheiro das folhas do calendário daquele ano!
E mesmo assim, não limpei o baú, nem mesmo cogitei nunca mais abrí-lo.

Na TV escuto vinhetas de carnaval da Globo, aqui ao lado do computador o telefone toca, a casa está vazia e tem ruídos medonhos.
Noite começando a querer janelas fechadas e rede armada!
Lá vou eu... Lá vou eu!

re-opening...


Caramba, as páginas passavam muito rápido e eu não conseguia escrever, não consegui chegar antes da virada da próxima!
Ufa, até que enfim o vento sopra mais devagar novamente.
Chuva com e sem trovoadas, sol ardente e vezes falsamente recortado no céu, nuvens brancas ou não, dias e noites e tardes e madrugadas!
Tanto tempo correu dentro do pouco tempo que me resta neste teclado de cá, que pensei mesmo não ter acordado um só instante, nem ao menos pra um gole ou pra uma olhada no espelho!
Se bem que a vida anda tão escorregadia, tão impaciente...
Tenho corrido pouco, lutado menos ainda, mas encontrado muito... Tenho planejado idem!
E essa preocupação que não passa? E o medo do possível tempo se cansar e chegar logo na minha porta? E a espera pelos fatos que já sei?
Ah, tenho sentido cada vez mais pulsante o sangue das veias, dos olhos, dos dedos e da língua!
E mais, nada tem me feito mais presente em mim mesma que esta amargura, esta fatalidade de pessoas esvoaçantes e coniventes e cansativas!
Tenho a impressão de ver balõezinhos de falas em todas as criaturas com as quais cruzo um 'bom dia' ou seja lá de que hora seja este 'bom' (que não significa propriamente este positivismo).
Será mesmo que estou dentro de folhas de papel reciclado enumeradas e coloridas?
Saudades dos meus cachorros, da minha janela amarela... Saudade dos meus cabides, meus cabides!!!
É a vida volta, sempre volta!
Espero poder andar mais pelos ladrilhos, sem dúvidas ou provas!




Hasta!