terça-feira, 3 de julho de 2012

Hoje não consegui abrir minhas janelas... Fechei tudo, inclusive as cortinas já gastas e sujas.
O sol não conseguiu invadir meu quarto e nem mesmo secou o travesseiro que molhei na noite anterior, na verdade, nas anteriores...
Como é difícil mudar certas coisas de lugar quando você gosta de deixá-las lá, ocupando exatamente aquele cantinho especial e único, que você mesmo deu espaço...
Só sei mesmo da enorme vontade de pegar um cometa qualquer e descobrir o mundo que existe fora desse meu, tão dolorido. Dolorido!
Cansaço, tristeza, incômodo, engasgo, tantos adjetivos pro meu hoje que parei de escrever agora mesmo.
Acho que to precisando lavar umas roupas e a mim mesma, como nunca o fiz.
Preciso me acostumar, só isso.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Difícil mesmo é quando ao entrar no ônibus, buscar uma cadeira perto da janela, você se encontra extremamente alucinado pelo mundo que continua andando a pé lá fora.
E não há parada alguma que te faça correr, te faça fugir da continuidade de pensamentos que se cria durante um percurso de 20, 30 minutos.
Percebo que minha vida muda, a cada viagem que faço.
É como se a percepção do tempo, temperatura, pessoas, carros e lojas e casas, me incluíssem loucamente em cada detalhe.
Desde uma criança fazendo malabares para pedir centavos a uma senhora carregando sua sacola de luxo com produtos de luxo que saíram de uma loja de luxo.
Até mesmo aquela garrafa jogada impropriamente pela janela de um corola qualquer, ou o palito de sorvete que foi jogado erroneamente a centímetros do lixo, ou aquela moça que grita com seu mancebo ao telefone, ou a criança que pede pra atravessar a rua a seu modo, ou até os velhinhos de mãos dadas em uma tarde no Open Mall.
O cigarro que um dos lojistas fuma deliciosamente, o gole de chopp que um jovem toma de mãos dadas com sua amada-amante, os brincos que balançam na orelha da negra, o chinelo sujo do flanelinha que ajuda a estacionar o carro, as plantas regadas, os pratos dispostos na mesa de forma clássica, a música de elevador que toca ao chegar no L1.
São detalhes que tilintam nos meus ouvidos e me fazem andar de boca aberta, percebendo e somente percebendo.
Nada mais me envia saldos ou qualquer tipo de informação que seja.
Nada mais me inclui em nada que não seja tátil.
Eu me perco olhando.
Me perco muito sentindo.
E como é fácil perder-se e encontrar-se, Deus do céu...
Mais fácil ainda é querer que os detalhes perpetuem-se, seja na folha de sulfite, na folha do caderno de 2005, com aquela caneta velha que não saía do bolso a caminho da faculdade.
Hoje, além de saudosista, me encontro um tanto colorida, como numa caixa de caneta BIC.
E as últimas horas têm sido assim, de puro ópio e magia, qualquer uma que não seja negra (pois não há mais ausência de cores em minhas janelas) e não seja morta. Você chegou e me tomou, tomou gole por gole sem medo, sem receio, de olhos fechados e abertos, por vezes. E eu em você, já não me basto, já não sou mais. E todos os dias, sejam de sóis ou de chuvas ou de nuvens misteriosamente cinzas, eu creio ainda mais que amor seja isso, seja simplesmente isso que a gente vê no espelho... Sorriso bobo, lágrimas idem, cabelo arrumado, unhas roendo, pés e mãos e dedos inquietos e quietinhos quando você chega. Amor é o laço mais vermelho e mais completo em suas voltas e formas. Não basta por si. Não preenche nenhum lugar da casa que não seja com o suspiro do seu nome, do seu perfume e do seu tamanho (somos do mesmo tamanho, em todos os sentidos próprios). E é isso, exatamente assim, esse pleonasmo de pensamentos e formas e cores que tomam todo o meu rosto, cabelos, pelos e cor. Você chegou. Ponto.

domingo, 15 de janeiro de 2012

E escutando 'Racionais', pensando em toda realidade cantada, em toda realidade que não a minha de vida, de morte, de pensamentos e querer, sonhos e desejos, eu me imaginei vestindo preto por dentro e por fora... Por que não?
Sabe que você chega e me rouba a respiração ainda, né?
Sabe também que não entendo esse morde e assopra de todas as nossas perguntas e respostas inconscientes?
Você por vezes é gelado como um cubo desses de gelo no copo de Whisky. Noutros momentos é se chegando como gato de bar a embaraçar-se em nossas pernas por debaixo das mesas cheias de garrafas com cheiro e gosto de álcool.
A verdade é que muito se passou...
O tempo que temos hoje é tão imundo e seco que nem mesmo pra um sorriso é possível, já que é cortante.
E os ruídos que você faz, eu conheço todos, de olhos e boca fechados, um a um.
Você tem cheiros diferentes, mas não mudam.
Sua camisa ficou aqui.
Me apertei com ela e por um momento quis ser da mesma cor que ela, pra ficar bem em você, pra te caber, pra não sair do seu cesto de roupas, da sua cama depois de usada, do seu banheiro pendurada na maçaneta da porta.
Já pensou você me vestindo, passando seu desodorante, seu perfume e me deixando em você, com todo a sua textura e suor, e calor...
Eu hoje estou confusa.
Você saiu, chegou, ficou e saiu... E agora? Vai ficar? Vai ficar saindo?
Eu quis muito entender as datas e as imperfeições delas.
Quis também enxergar melhor seu peito, seus sonhos e querer, teus objetivos e medos, fugas.
Mas você é uma ostra.
E os dias não podem ser iguais.
Você não muda, mas eu mudo, mudei, estou mudando.
E aí?
Espero até quando esse relógio voltar a funcionar?
Ficar tateando no escuro sem saber se vou cair em algum lugar... Ficar te procurando onde não posso mais ficar!
Mas eu quero ficar, pior que eu quero.
E não sei até quando... Só sei que há muito estou aqui.
E a sensação de só andar numa esteira o tempo inteiro, não passa e me consome.
A cada olhar seu, toque, voar de mãos, passo com um dos pés, sorriso torto ou penteada no cabelo, eu fico à disposição, em 'sentido', me entende?
E poxa, não estou reclamando, mas estou te aclamando sempre e sempre.
Quer saber?
Estou aqui, oh.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Você chegou.
Te reconheci.
Já havia estado ali.
Você... minha certeza!
Logo te encontrei.
Beijei sua face até sentirmos a paixão mais pura e perfeita.
Desejei parar o tempo.
Os segundos corriam de mim quase que te levando embora e eu os vivia como se durassem minutos, horas, dias...
Sempre...
Sempre?
Pra mim sempre é tudo que agora se faz eterno.

(Autor desconhecido)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Droga!

Tive que chegar na ponta dos pés. Além de muitíssimo devagar e com aquele receio de pisar em alguma coisa que faça algum ruído medonho ou desastroso, tive que prender a respiração até chegar em frente a porta e colocar meus dedos na maçaneta.
Cheguei!
Abri a porta de madeira, estreita e silenciosa, quer dizer, tem aquele ruído de abandono ou de muito uso.
Você não estava lá.
Só havia aquela música no media player... Só havia um cheiro bom que invadia e adocicava meus dias, noites, madrugadas e frios na barriga adentro.
Que loucura esses frios na barriga. Não cessam. Não têm fim!
Bebi um copo de água e te esperei.
Você não veio...
O ritual de saída foi seguido, como no da chegada. Pés descalços, sapatilhas nas mãos e respiração paralisada.
Mas e você? Por que deixou a porta aberta e não me esperou? Não me deixou um bilhete na mesa preso por algum clip dodói ou novo, retirado daquela caixa cheirosa propositalmente?
Você está tão dentro de mim que nem mesmo eu te encontro mais.
Não sei em que parte se esconde ou me espera.
Nem mesmo um ruído seu me chega ao peito, aos pés.
E essa ânsia ofegante?
E esses arrepios todos, impaciência e saudade ilimitada e sem forma exata, cor.
Mas o seu cheiro não tem igual...
A caixinha de clips que o diga!
O mais incrível de ser professora, além da experiência incrível de exercer esta profissão, é receber uma afetividade sem tamanho de pessoas que te vêem nua e crua e ainda assim, te admiram e te querem por perto, querem te ouvir, aprender com você, querem saber quem é você e como você é além de ser educadora!
Agradeço mil vezes por este 2011 surpreendente dentro do Centec e de toda essa lindeza de Projeto que é o Primeiro Passo.
Agradeço muito a Deus pela clareza das idéias e pelos desafios que estão em minhas mãos.
Só tenho a dizer uma coisa: eu amo o que eu faço e amo mais ainda cada aluno, cada adolescente que eu cativei, que eu proporcionei momentos de educação, aprendizagem, descontração e... amor!
Vem 2012, vem!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Não que eu soubesse exatamente o que eu sentia naquela manhã estranha de sol e pingos de chuva escondida e rala, vergonhosa.
Eu não sabia. Na verdade, eu desconfiava.
Pensava por noites que eu estava louca, exausta e vendo fantasmas em mim mesma.
Mas e esse coração doido e sem dono, sem cão, sem velas?
Que fazer quando as luzes do porão não acendem e você fica lá, de olhos arregalados esperando um contato sobrenatural que te faça arrepiar inteira e fique exatamente como você não queria, não pretendia, com muito medo?
Ah, mas é fácil mesmo prever como você deve agir em certas ocasiões de medo?
Será mesmo que há uma explicação palpável para esse mundo imundo e escandaloso, cruel, gelado?
Ando tão fatigada dessa minha vida-morte que perco a noção das horas nas minhas veias.
Não sinto nem agulhadas, nem gosto de remédio, nem a textura de um pão 'dormido'.
Na verdade, nem mesmo o chuveiro me faz sentir algo...
E quem diria, eu queria voltar pros tempos de alfabetização, deixei alguma coisa por lá, alguma letra que só reencontro, reencontro, reencontro.
Hoje acordei com aquele gosto de cabo de vassoura na boca e corri pro lavabo. O espelho me espanta.
Quantos anos mesmo me seguem em cada uma dessas rugas? E nessas rusgas, o que me segue agora? E quantas rusgas eu tenho, meu Deus...
Até quando posso me inscrever na desistência?
Onde fica o prédio do precipício?
Hoje meu café da manhã é de interrogações e nada mais.
Os pontos que surgiram, são ensaios para uma interrogação linda, esbelta, invejada e rica, muito rica.
Vamos lá?
Vamos nos encontrar antes da meia noite naquela praça de um relógio central e que nas badaladas responda, só possa me responder.

sábado, 19 de novembro de 2011

E quem foi que te disse que aquele pra sempre que eu te dei, ainda está vagando pelos arredores?
Nunca mais te dei nenhum motivo para você imaginar essa situação viva, ressuscitada, em carne de osso, em pele de mãos.
Você foi embora de barco, pelo mar afora, da minha vida digna de um lenço de papel estrangeiro.
Estragou toda aquela maquiagem que fiz pra uma festa à fantasia.
E muito mais que qualquer estrago da vida em si, você colocou veneno na minha bebida, na minha comida, no meu peito fundo e seco, por ora.
Mas quer saber de um detalhe bem preso nas entrelinhas? Eu te conto, espie.
Você saiu na hora certa dos ponteiros, estes estragados com os banhos que tanto dei te esperando noites e madrugadas do mundo, como eu chorava...
Aquele presente ainda embrulhado guardado no sótão, não tem dono, nem aspirantes.
Meus sapatos ainda tem o seu rastro, que pena.
Aquele furo da minha blusa, foi você com seu cigarro irritantemente impaciente.
E meus cabelos, já não são pretos como antes, ontem, foi.
Perdi parte dos dentes, já que não usei meu sorriso, quase não uso. Pra quem?
E sem contar nos dedos e unhas, sem bronze, sem esmaltes, sem mobilidade alguma, de nenhum tipo.
Pra quem eu passaria meu batom rosa???
Um trago, umas velas e um drink com gelo, por gentileza!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Um belo dia eu desisti.
Sabe quando aquele cansaço de fim de festa te chega dos pés aos cabelos emaranhados e com cheiro de cigarro? Eu passei alguns dias assim, cansada, preguiçosa, sem vida ou desejos e anseios algum.
Nada me fazia sair da cama, do chuveiro ou do sofá, onde eu passava horas sem perspectiva alguma de qualquer coisa que fosse, mesmo pegar um copo com água na cozinha.
E eu cansei hoje.
Fiquei me sentindo abduzida por uma falta de carne e osso incomuns e desesperantes.
Até onde o ser humano alcança a sabedoria de te enxergar exatamente como você se mostra ser?
Até onde a gente consegue ver, ver mesmo, os olhos e os ouvidos de outra pessoa que não nós do outro lado do espelho?
A gente não vê.
Aliás, até enxergamos algumas coisas, mas estas são exatamente aquilo que nos cabem, no número da roupa, do sapato, me entende?
É aquele lance dos calos, sabe? Cada um sabe exatamente onde aperta...
Eu prefiro imaginar que cada um de nós, por sermos pequenos e descartáveis, sonhamos com a imagem que descrevemos todos os dias antes de sair, de ir à padaria ou ao trabalho com aquela roupa gasta e sapato de salto arranhado.
Nós não somos o que pensam.
Não poderíamos ser.
Quem somente pensa, não vê!
Agora, exatamente 22h15 de um noite de feriado tumultuado, estou pensando no quanto fui.
O quanto sou ainda está em processo de reconhecimento, sabe?
Ainda estou naquela mutação delícia de sentidos, sentidos e sentido! Continência!
A tv desligou.
O refrigerante acabou e que vontade, droga!
Não tenho cigarro.
A internet me fadiga.
Davi dorme feito anjo.
O celular não toca.
Enjoei das minhas músicas salvas.
O livro do Ozzy... boa idéia!
E as vezes parece que perdi o ar e uma das mãos...
E como numa brincadeira normal de pique esconde ou mesmo amarelinha, não tive tanto equilíbrio e me escondi demais, me perdi dos outros ou mesmo parei no último quadradinho denominado inferno. E agora?
Tenho sentido uma necessidade de fugir dos meus ouvidos e coração, que ninguém vê.
Ainda mais quando seus inimigos, quando você os tem, te segue a passos silenciosos e curtos, de salto alto e roupas de grifes com bolsa e óculos idem.
Pra que me encontrar em meio a essas luzes e festa de cores que minha vida está sendo?
Pra que chegar perto e me arrancar os risos que tanto renovam minha pele e cor?
Onde mais eu posso recarregar todas as energias sugadas por uma vida sem vida, sem sombra de dúvida.
Só sei que as lágrimas me banharam, e eu precisei deste banho.
Estou escutando um eco tão profundo ao meu redor que chego a ter certeza que é assim que vou permanecer, nas horas que me seguem neste feriado de hoje.
Pra onde eu posso correr???
Acho que pra longe de mim.

terça-feira, 1 de novembro de 2011


E dentro de toda aquela mágica que eu fazia com meu coração, com meu sofrimento e verdade indiscutíveis, descobri você!
Entre um olhar e outro, um atendimento e outros, você foi perfumando os meus arredores e tomando conta daquela mão que não mais tocava outra.
Sabe que cheguei a te imaginar fazendo acenos de 'não' para mim e me deixando naquela parada de ônibus sozinha e com os ouvidos machucados, com os olhos ardendo e a boca trêmula?
Nunca uma lua tinha sido tão quista.
E nem em contos de fadas um sorriso de boneca me alcançava e me dava tapinhas de 'acorda, menina'.
A verdade é que a mágica foi acontecendo sem tempo, sem nenhum espaço de tempo ou intervalos, coisas assim.
Você chegou!
Eu não mais dormia sem sorrir inquieta, sem esperar a escolha de uma roupa pra te mostrar, me mostrar, sem correr pra um ônibus que me levasse logo pra o seu canto.
Eu nunca mais penteei o cabelo com aquela queda das mãos e o enfriar da barriga de segundos em segundos.
Que coisa essa dança das pernas, das mãos, dos cabelos e dentes.
Eu só sei que as luas chegaram mais devagar, os sóis arrebataram minhas janelas e cortinas antes fechadas, e o céu, este passou a me olhar como um espelho.
Hoje cá estou, tomando aquele último nescau da geladeira e pensando no quanto minha entrada naquele elevador me foi um bilhete da sorte.
Nada de jogos de azar, muito pelo contrário!
Venha novembro, antecipe todo esse querer dos novos dias e números e estações do ano.
Qual é a próxima mesmo???
Pra sempre, você!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

E eu tinha tanta coisa pra te contar, te desenhar, te fazer sentir com cada um dos dedos, que você me expulsou de uma forma louca e certa da sua calçada e do seu banco de passageiros e da cadeira ao seu lado na mesa, mas que adianta eu falar? Você não tem nem sorriso pra me devolver ou me desdenhar... Nem mesmo lugar nesse seu riso você tem que me caiba. Nada mais em você faz sentido eu ter, sonhar ter, sonhar e ter angústias destes sonhos.
Sonhei fortemente com você esta madrugada e dentro de todo aquele soluço que eu sentia ao te ver sem mim e feliz, querendo continuar do jeito que estava e sem mim, muito feliz e sem medo ou arrependimentos ou titubeios.
Você me deixou na rodoviária, no aeroporto, no ponto de ônibus ou em alguma avenida prestes a atravessar. Eu estou completamente sozinha e infeliz, encucada, descabelada, unhas sujas e quebradas...
Eu me tornei um caco desde que o nosso amor perfeito se quebrou, pra sempre.
Onde é que eu vou parar até encontrar outro você? Onde fica esse 'nunca' que você me manda, exala pra mim, espirra, tosse, desengasga?
Você nem me vê mais, é isso?
Nem mesmo deitar ao meu lado e dividir o travesseiro assistindo um filme qualquer na Warner, você quer... E mais, suas mãos não falam mais em repousar em mim, na minha pele e cabelos.
Eu estou tão exausta de toda essa carência e falta que você me atinge.
Estou de ombros caídos e desembestados por todo esse amor que não morre, não muda, não sai, não cai.
Está sempre tudo assim, sem mudanças, sem perfume que valha o seu cheiro dentro da minha cabeça dia e noite e noite e dia.
Você é um ar delicioso que me entra pelo nariz todos os dias antes e depois de dormir.
Você caminha dentro de mim a cada segundo que o seu nome não me sai do frio da barriga.
É pra você que eu dedico cada canção melosa de amores não reconciliados ou impossíveis ou gozados, até a última gota.
Eu sempre serei tua.
E não só nos lençóis, no sofá da sala, nas camas escolhidas.
Eu sou sua em qualquer lugar ou cor que me leve a todas as loucuras que os pensamentos em você e com você, me carregam.
Você está nas minhas janelas, no nescau de bom dia, naquela pizza quente e cheirosíssima com coca cola (ou Kuat) e até mesmo no suor que eu molho quando corro de você.
Nenhuma rua, pedra, árvore, bicicleta, moto, nuvem, remédios, cigarros, me levam de você.
Mas também nada me leva pra você.
Eu sei que me perdi ao te perder de vista e... Perdi você!
E agora não sei mais o que eu vou fazer com essa vida estranha que levanta e não acorda todos os santos dias.
Não sei nem calçar meu tênis e como tomar meu café da manhã.
Eu me perdi.
Tá ruim de me achar, de querer me achar.
Queria que você brincasse disso comigo agorinha, de me buscar, me encontrar, só mais uma vez e que fosse dessa, agora, bora?
Passa de novo aqui em frente e buzina pro meu cachorro latir avisando que eu já posso correr pro portão e te dar aquele abraço de 'oi, você é o amor da minha vida. por que demorou tanto?'.
Vou ali pro meu travesseiro...
Você não vem.
O meu cachorro não vai latir pra você, não vai me avisar.
Você foi embora e foi assim.

domingo, 13 de março de 2011


Correndo ruas vazias de um céu nublado e cheio do que nos dizer alto e em boníssimo som, escutei minhas batidas aceleradas no peito e vi quão viva estou, todos os dias e cada vez mais.
O sol nem sempre abre minhas janelas, nem sempre consegue secar meu rosto molhado e mais, não nasce por entre as nuvens intactas e impactantes deste céu duvidoso de cor e tamanho.
Mas eu sei, sei decorado, que meus dias são intensos por mim mesma, porque assim sou, não sei como poderia ser de outra forma, e mais, por mais que eu relute, não tenho porquê ser de forma outra.
Sou extrema. Sou enlouquecida.
Eu sou, na verdade.
Não compreendo muitas das minhas dúvidas...
Já pensou duvidar da própria dúvida?
E não enxergo a Talula do Big Brother 2011 que me apelidaram...
Mas enxergo certa beleza, aquela que ninguém enxerga de verdade, só imagina.
Enxergo muito de mim.
Penso idem.
E como sei que somos, e só somos, exatamente aquilo que pensamos, fico tranquila em pensar agora quão coloridos estão meus dias. Cores claras, mas coloridas.
Posso me arriscar em até pincelar nesses tons, sorrisos meus que não saem dos lábios, por motivo que venha ou vá.
Cá está meu riso, meus ruídos de extrema existência, intensos passos todos os dias dentro e fora dos meus portões.
Quero mais é que a vida corra de mim, ou melhor, comigo!
Vamos lá.
Os kilômetros não perdoam quem insiste em cansar, nada mais.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sabe que os dias estão todos acumuladinhos dentro de mim de uma forma extremamente nova e deliciosa, instigante?
Pois.
Não sei se o tempo intermitente de chuvas, dentro e fora de mim, me causaram toda esta euforia com a vida e seus degraus de sobe e desce, mas sei demais que meu coração tem pululado galhos inimagináveis, intermináveis, completamente ágeis!
Não tenho mais pernas, braços, tudo é só coração, só batidas perfeitas musicalmente falando... Batidas em compassos cantantes e felizes com o simples fato dos batuques não terem fim, não possuírem qualquer adiamento, qualquer que seja a desistência.
Tudo está passando por uma espécie de transe astral que me inclui por inteira num estado radioso de sensações de puro riso, puramente risos completos, rubro cintilantes...
Neste exato momento recorto fotos e olhos e bocas... Ops, boca!
Recorto dentro do frio da barriga que me acompanha pra sempre, pra o meu sempre... Sempre!
Chove na minha janela e quintal, agora.
Mas dentro de mim, meus sóis bronzeiam cuidadosamente.
Meus dedos falam por mim, não param com os estalos e a ansiedade da minha voz e dos meus ouvidos, me rangem todas as portas da minha cabeça, dos meus pensamentos.
Pausa.
Vou buscar-me dentro daquele copo repousado na estante do meu quarto.
Copo vazio, tinha água, tinha suco, tinha você!
E ainda me resta uma gota.
De você!

sábado, 12 de fevereiro de 2011


E vejam só... Desde um dezembro de um ano em questão (ou não mais), não piso cá com meus dedos pequenos, caliçados.
Mas voltei, e espero mesmo ter como me rodear de palavras coloridas e de carne e osso.
Quanta coisa me chegou e se foi, assim mesmo, sem rastros e cheiros desconhecidos...
Quanta coisa eu deixei esvair-se sem ao menos... enfim (e com fins)!
O que bem sei é que amo. E amo tudo que se foi também. Da mesma forma, com aquele mesmo jeitinho estranho e escondido, duvidoso.
Mas amo simplesmente por não saber outra forma de sentir, não ter outro sentimento que se encaixe tão perfeitamente, não caber tão milimetricamente da forma que cabe, que só cabe.
O amor!
Este dividido em dois... Mas sem dividir-se, exatamente.
Me entende?
Dias felizes e encantadores, perfumados, completos e incompletos também, me encarnaram.
Poxa vida, me sentia a única de todo este mundo medonho.
E como me sentia simplesmente feliz, achei mesmo que os próximos dias, anos, séculos, assim também seriam.
E é aí que entra o nosso tão conhecido destino.
Este é danado. E por mais que eu entenda, saiba, aceite (mais ou menos) que sua sabedoria transcende todas as regras e dúvidas e certezas e cálculos, posso afirmar que ele me deu uma das rasteiras mais incompreensíveis destes meus desanuviados 25 anos de existência neste corpo, nesta vida.
Desde então, nada saiu do lugar. Eu até tirei, movi, mas lá estão novamente. Ou no singular mesmo, lá está!!!
Como é difícil usar minhas metáforas neste exato momento.
E como é complicado não utilizar-me das palavras reais, com seu sentido próprio, sem 'esconderijos'.
O enfim chega por aqui mais uma vez.
Mudanças boas também estão presentes.
O destino não desapareceu...
A verdade é que por mais que minhas despedidas forçadas tenham sido direcionadas porta adentro, eu ando tão cansada de fazer escolhas sem ter outra escolha...
Ando muito fatigada de refazer. Não gosto de inicar... Tenho preguiça, confesso. Dar continuidade é tão delicioso, tão inspirador...
Mas eu sei que os clichês de 'aprendizagem' com tudo isso e isso tudo, bem assim redundante, são fatos consumados e prudentemente essenciais nestas minhas horas que não são novas, mas são diferentes de todas as outras que já possuí em mãos, no coração.
O sábado foi de muita tortura.
A solidão não cansa de fazer contatos diretos.
Meu travesseiro nunca mais teve paz... Ainda está molhado desde... é!
E dentro de todas essas minhas lamentações, ainda me cabe o amor.

Ele ainda está aqui, sabe?
Inteiro!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ando tão preguiçosa, que nem meus pincéis de cá tenho limpado, usado!!!
Mas sabe, os dias têm me chegado estranhos, vagarosos, cheios de tantas coisas descartáveis (e não), que me faltou entusiasmo pra falar, dizer, colocar em folhas brancas onlines.
Tenho sentido muitas dores no coração, outras tantas pelo corpo inteiro (o corpo de dentro), e dores que nem são dores e eu nem sei o que são, enfim.
Mas tenho ganho força, ânimo, e alegria com as poucas coisas que ainda tenho, que ainda deixo restar. Na verdade, eu não fico de mãos vazias nunca. E que bom, não é?
As janelas estão escancaradas, aposto que a esta hora já tem gente a bisbilhotar o lado de cá, ou o lado que não lhe alcança, me entende?
Não gosto da curiosidade.
Nem da falta de senso de humor.
Gosto menos ainda de pessoas perfeitas, que se dizem assim...
E nossa, como desaprovo a ira boba, sem um quê de importância, de pra que... Chato, não é?
Canso fácil de gente.
Canso facinho de risos abertos (e fechados), de braços em movimentos bruscos e exagerados, canso de ter de ser indiferente e não responder palavras feias, provocativas, loucas.
Mas sabe, beijei na boca.
Nossa, e quanto tempo não me deixava sentir esse gosto?
E mais, esses beijos me insandeceram... Não me encontro em estado de 'apaixonamento', mas me encontro quase nesse encontro de riso fácil, bobo, frio na barriga a qualquer hora...
Mas eu não posso me dar a esse luxo de querer tudo que estou a desejar.
Mas esta é outra página, vou adiar.
Hoje só quis saber de abrir minhas janelas, limpar minhas frestas e rodapés. Guardei papéis pequenos com telefones e bilhetinhos. Reli meus diários e adorei ter crescido tanto dentro deles.
Rabisquei com as minhas canetas velhas, de todas as cores, mas velhas. Já falham, até.
Hoje dancei sozinha, louca. Baixei músicas que me deixam feliz, louca por cerveja e pés descalço, ou não. Quis estar linda, arrumadíssima, e ir até aquele lugar onde se jogar na vida vale a pena, sabe?
Mas estou a velar o sono do meu Davi...
A música permanece no media player, no baixo, mas estou louca, mal vestida, mas feliz e cantando dentro da boca, pedindo a Deus que os outros dias sejam como estes, de pedidos e de acertos, muitos deles.
Amanhã já é amanhã.
Vamos???
Te dou minhas mãos, pegue-as.

domingo, 12 de setembro de 2010

E os primeiros passos do Davi invadiram a casa...
Não me acostumei a vê-lo ir sozinho aos lugares que quer, e muito menos se esconder onde imagina ser tão divertido quanto suas gargalhadas deliciosas.
Ele está ainda mais lindo e sim, parecido comigo.
Vejo nos olhos e no sorriso, traços dos meus traços. E como me alegra, isso. Nossa!
Os domingos são sempre um pouco solitários...
Não há praia, trabalho, casa de amigos, vinho, que seja inteiro sem a lembrança de como está sendo também o dia dele.
Os dias dele são sempre tão meus e isso me soa seguramente certo, despreocupante.
Enfim.
Hoje o dia passou rápido e mesmo quando chego em casa, me vejo na ducha e num lanche gostoso, percebo que não mais estou sozinha, nem serei.
E solidão é coisa de quem gosta, de quem quer.
E não é impossível ser feliz sozinho, parafraseando a música...
Acho mesmo que a felicidade está nos cantinhos de tudo aquilo que nos satisfaz. E está mesmo.
Continuo não gostando dos domingos.
E ainda continuo preferindo eu e Davi na beira da praia, a qualquer hora e dia da semana.
Amanhã já podemos???
As horas estão correndo.
Davi já está quase nos meus braços de novo.
As horas estão nos abençoando.
E os dias também.
Hoje senti ainda mais saudade da minha vida de sempre.
Mas senti uma saudade daquelas que a gente não quer repetir, não quer continuar.
Senti apenas, só isso.
Eu quero o novo, quero cheiro de caderno novo, quero tudo branco pra eu poder colorir.
Amanhã vem a semana, vem muito pra se fazer, e vem muito pra organizar.

O aniversário de 1 ano do meu Davi se aproxima. Tá quase aqui na porta.
Pique é o que não vai faltar.
Rá tim bum pra sempre vai ter.
E hora, nossa, só o que quero lhe dar.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estou sem muita paciência pra colocar em pratos limpos as sujeiras que estão me carregando as costas e os pés...
Uma imundície idêntica a que você costumava deixar no meu coração e nas minhas mãos, sempre vazias mesmo estando pertinho das suas.
Mas chega de tanto 'você'... To cansada, exausta, na verdade... Como você me cansou!!!
O dia chegou claro, fácil e silencioso.
Ninguém nas ruas e os carros das garagens vizinhas, não roncaram, não passaram do portão.
Passeei com Davi pela tarde e dentro da noite que se arrastava pela rua, me encontrei feliz, desconcertada e curiosa, com um típico frio na barriga, daqueles bobos e pueris. Que vergonha!
Não sei como me portar... Estou desacostumada a me ver ruborizada e de olhos baixos, sem coragem de focar alvos e brilhos e desejos.
Fiquei duvidosa se as perguntas que me fiz, têm sentido ou respostas... Mas, pra que saber de tudo, não é???
Um cheiro bom, novo, me surpreende e me assusta, já que gosto de estar tão fugidia e decidida a não querer agora, o agora.
Amanhã é delicioso, mas hoje não, não quero, não.
Fugi.
O céu dorme neste momento. E mesmo eu querendo pensar, pensar em como e o que pensar, eu vou recolher minhas cores e desistir de acordar.
Valeu o dia.
O sofá está sozinho e eu também. Vou é juntar toda essa solidão e me embaralhar nos quereres e adiamentos que tenho adorado cumprir...
Estou ainda mais confusa que sempre.
O boa noite só vai vir amanhã, creio... Por hora tem uma Tv ligada me esperando e um celular dançante avisando que hoje começou neste exato instante.
Pra onde vamos?
Que as luzes das ruas me digam as horas!
Desliguei a Tv!!!

sábado, 4 de setembro de 2010

E claro que estes dias de ventos secos e mudos, carregaram de mim tudo o mais que eu não percebi que ainda precisava de abandono.
Causei um rebuliço bem satisfatório na agenda do dia, mas também causei 'ufa' dentro do meu estômago e do meu peito, tão ardido e dolorido quanto qualquer outra parte do corpo que eu tenha exposto aos sóis que você não me deixou ver e sentir.
Estou bronzeadíssima com todo esse calor à minha disposição e ainda mais disposta a querer tudo o que eu não podia ver fora de você.
Só quero saber do meu dia, das minhas noites e das tardes suadas e muito bem programadas.
Estou amando meus novos ponteiros.
Estou centrada na minha nova rua.
Apaixonada por mim e por tudo que tenho feito pelo o reflexo satisfeito de mim mesma.
Bom é estar bem com o que a reza nos diz e nos faz.
É bom mesmo ter por quem ser bela e feia de quando em vez, só de quando em vez.
Quero mais é não contar nos dedos quantos dedos posso ter.
E muito mais que só acordar, quero acordar depois de não ter dormido.
Cheguei onde a vida me estacionava aos poucos.
E finco pé, por enquanto, exatamente na calçada onde eu não posso te dar passagem.
Ouviu?
Não ouça, então.
Não grito mais pra você!!!